segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Incrível como as palavras nem sempre dizem tudo que a gente quer. Tem coisas que só o olhar entrega, o tom de voz, os gestos. Pra te falar a verdade, bem que eu queria entregar tudo isso com gestos e com olhares, mas existe esse limite. Se faria novamente ? Quantas vezes fosse necessário. Se eu iria te buscar lá no fundo do poço, bem lá no fundo ? Sim, sem pensar duas vezes. Procuraria uma corda, uma escada, e se não achasse eu pularia, não me importaria em não ter como voltar, ficaria lá com você. Se essa é a única saída, cordas e escadas que fiquem escondidos onde estiverem.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
O mais esperado
Coração, porque escolheu o amor? Amor, porque escolheu o coração? E porque és tão forte? E você dor, porque ainda tenta medir forças com ele? Medo, porque você não vai embora? Ele chegou, o amor chegou. Alma, não ouça o medo, ele não conhece o amor. E você coração, acredite em mim, o amor é o que você precisa. Amor, desculpa a recepção, a casa está um pouco desarrumada mas sei que você vai saber lidar com isso. Vida, está tudo pronto, o amor chegou aqui em casa. Podemos marcar, vamos sair para passear. Eu, você e o amor.
t ♥
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Incomum
Eu quero o que me tire do sério, me ponha de pernas pro ar, me faça e me refaça. Quero o novo, o diferente, o estranho, o que atiça, que me leve pro nada, pro tudo, pro beco, pro campo. Quero viajar, te buscar, te levar nas costas, com o corpo bem colado no meu, bem apertado, quase virando um só. Vem, me faz ser diferente, me atiça, me provoca, provoque o que de mim nunca saiu, aquilo que ta aqui guardado, escondido, esperando para ser libertado através de um olhar, um sorriso, uma palavra. Me faz e me refaz, é isso. É tudo. É o que eu quero, e se não sabia que eu queria isso , não tem mais a desculpa, porque acabei de contar.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Desabafo
Não tem significado, é, assim, simplesmente não tem. Aprendi sem o dicionário, que isso tudo não tem tradução alguma. Essa urgência, essa vontade de te ter aqui, todo esse desejo de você que consome minha mente, dia e noite, meu pensamento, meu corpo, minha alma. Aquela palpitação desesperada quando você chega, tanto que me estranho, tanto que me desconheço. Essa espera que não cansa, a espera de um dia poder te dizer tudo que ta aqui engasgado olhando nos teus olhos, tudo que ta aqui esperando pra ser dito, pra ser feito, pra ser mostrado, pra sair de dentro de mim , porque já não cabe, é espaço demais que ocupa. Tudo que tenho vontade, mas não tenho coragem. Quem sabe você não passa essa sua coragem pra mim? Prometo fazer bom proveito dela. Quero mostrar os pulos que dou aqui por dentro, toda felicidade de te ter por perto, tudo isso através dos olhos, da famosa janela da alma, que pra mim já não é tão janela assim , porque posso transformá-la em porta, sem encalço, sem barreira, pra você entrar sem ter que pular, sem pedir licença , pra sentar e observar, maravilhar, tudo que tem de bonito aqui, tudo que tem seu nome, toda a decoração que organizei. A única coisa que eu tenho medo, sabe o que é ? De te perder. E de me perder, consequentemente. É desesperador não te ter aqui, eu desespero mesmo. Eu quero, muito, você comigo. Eu já disse isso, talvez tenha até perdido o efeito por ter dito tantas vezes, mas é a mais pura e límpida verdade, a mais sincera, e mais sinceridade que isso, só aceitando meu convite de passar aqui pela porta, você não vai se arrepender.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Um pouco, ou muito, de amor
Amor. Não é só isso, é pouco, muito pouco. Deve existir algo maior que isso, mais forte, eu sei que tem, porque eu sinto. É um querer bem, querer perto, querer junto. É querer cuidar, virar parede, teto, cabana, qualquer coisa que seja sinônimo de proteção, de abrigo, de esconderijo. E que seja doce, leve, bonito, sereno, amável, amor, mais que amor, mais que isso tudo, que seja o que ninguém consegue ver ou entender, que seja sublime, inconfundível para nós, confundível pros outros, afinal, ninguém precisa entender. Esse tipo de coisa não se entender, não é pra entender, é pra apreciar e suspirar, suspirar, suspirar...de tão bonito que é.
domingo, 14 de novembro de 2010
Coragem guria!
Eu não tenho idéia porque a gente fica adiando as coisas, mas se eu tivesse que chutar, diria que tem muito a ver com o medo. Medo do fracasso. Medo da dor. Medo da rejeição. Seja lá do que a gente tenha medo, uma coisa é sempre verdade: com o tempo, a dor de não ter tomado uma atitude fica pior do que o medo de agir. Errar não significa fraqueza, quem não erra não aprende, não se permite amadurecer. Não é porque tem uma cerca separando o quintal do vizinho que você precisa se esquivar de tentar pular, ela apenas serve para impor limites, só. O medo de errar causa arrependimento, pelo que não foi e o que poderia ter sido. Vai lá, dê um jeito de pular. Se cair, levanta, doeu ? O tempo cura. Se descubra, se deixe descobrir e ser descoberto. Errar é um total ato de coragem.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
TALVEZ, não seja a hora certa de amar você de novo.
Eles se amam, todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossivel. Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vida. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é dificil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso.
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