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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Desenhos

Já faz exatamente uma hora que você se foi, mas tudo que acontece me lembra aqueles 12 minutos que passamos juntos, talvez os últimos. Não consigo ver outra coisa a não ser o brilho dos seus olhos assim que me viu, brilho que por sinal eu nunca tinha visto igual. Tenho ao meu ouvido apenas o som da sua voz dizendo que me ama, não consigo ouvir mais nada, não consigo sentir mais nada porque o único cheiro que permanece é o do seu perfume. O gosto do seu beijo ainda permanece na minha boca, não aquele gosto de pasta de dente ou de bala de hortelã, mas é algo que nunca tinha experimentado antes, algo que só me faz ter mais vontade de te beijar. Se paro um pouco, eu ainda posso sentir teus braços, que não sou muito fortes, mas são bons o suficiente para me aquecer. Você incrivelmente me faz perder todos os sentidos, me tira do sério, faz tudo que eu nunca poderia imaginar. Mas como tudo na vida tem seu lado triste. É tarde demais pra me declarar, você disse adeus, e partiu com um sorriso lindo no rosto que demonstrava toda felicidade do mundo, enquanto eu estava (estou) aqui sentindo a sua falta nas minímas coisas. Como eu queria que estive de volta ao seu estado normal, onde ai dentro de você batia um coração simples, humilde e sensível ao meu chamar, as minhas dores e as minhas alegrias, como eu queria você paciente comigo novamente, como eu queria você ao meu lado nem que fosse como amigos, colegas ou apenas desconhecidos que se encontraram por acaso... Tudo bem, não tem jeito, eu perdí você, admito. E agora tu não passa de um desenho, não porque quero, mas sim porque é a única forma que encontrei para ser feliz contigo, na minha imaginação, nas minhas enormes cartas ou no meu caderno onde é rabiscado por todos os lados o seu nome. Sei lá, vai que um dia o destino me dê mais uma chance e o meu desenho tome vida.

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